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11.9.11
tom
Olha que amor, Luciana
É como a flor, Luciana
Olhos que vivem sorrindo
Riso tão lindo
Canção de paz
Olha que o amor, Luciana
É como a flor que não dura demais
Embriagador
Mas também traz muita dor, Luciana
6.9.11
Clarice e eu
Clarice toma conta do mundo. ela toma conta de uma fileira de formigas desde que era menina. elas andam em fila indiana carregando um pedacinho de folha, o que não impede que cada uma, encontrando uma fila de formigas que venha de direção oposta, pare para dizer alguma coisa às outras. meus olhos correm pela folha de papel com pressa, devorando cada palavra como se eu já as tivesse lido e relido mil vezes, como se eu soubesse o texto de cor e salteado, como se essa não fosse somente a segunda vez que abro o livro no ônibus indo pra casa. e do nada já não consigo continuar lendo, minha visão fica embaçada e sem que eu perceba o sorriso nos meus lábios se confunde com o mar de lágrimas escorrendo pela minha face e as pessoas me olham, como se soluçar aos prantos no fundo do ônibus agarrada a um livro fosse algo tão incomum. mas aí já não sou mais eu, não me importo com os passageiros. sou a menina debruçada sobre a fila de formigas, chorando enquanto meu irmão mais velho pisa nelas e dá gargalhadas. e eu choro e soluço e choro e engasgo como agora, as páginas brancas marcadas por gotas d'água. eu também tomo conta do mundo, Clarice, só não tomo conta de mim mesma. carrego ele em cima do ombro esquerdo, com todas as favelas e com toda a poluição e com todas as formigas. eu também sou impulsiva, eu também quero melhorar. eu entendo quando você fala em tortura e glória. eu sinto mais do que entendo, mas sentir é entender, não é? eu sei como é caminhar todos os dias até a casa da filha do livreiro, toda a esperança amontoada entre os dedos, no céu da boca, será que é hoje? faço analogias malucas, Clarice: imagino que o menino na fila do suco, aquele que faz meu coração pular da faringe até o estômago, é o livro do monteiro lobato que eu quero muito muito mesmo ler, mas não tenho dinheiro pra comprar. e então vou até a casa dela todos os dias, porque ela prometeu me emprestar amanhã, mas amanhã ela nunca pode, amanhã ela sempre já emprestou pra outra pessoa e toda vez que o menino da fila do suco me olha eu penso "será que hoje já é amanhã?" porque quem sabe, Clarice, quem sabe um dia a esposa do livreiro não abre a porta e compadecida por eu ir na casa dela todas as tardes durante três anos pedir o livro emprestado, quem sabe, Clarice, ela não me olha e diz: "e você fica com o livro por quanto tempo quiser." Entende, Clarice? Valia mais do que me dar o livro: pelo tempo que eu quisesse é tudo o que uma pessoa, pequena ou grande, pode querer.
trechos em itálico do livro Aprendendo a Viver, de Clarice Lispector.
27.7.11
the Tree of Life
"As buds give rise by growth to fresh buds, and these, if vigorous, branch out and overtop on all sides many a feebler branch, so by generation I believe it has been with the great Tree of Life, which fills with its dead and broken branches the crust of the earth, and covers the surface with its ever-branching and beautiful ramifications".
Charles Darwin
Charles Darwin
4.7.11
THE TYGER (from Songs Of Experience)
By William Blake
Tyger! Tyger! burning brightIn the forests of the night,
What immortal hand or eye
Could frame thy fearful symmetry?
In what distant deeps or skies
Burnt the fire of thine eyes?
On what wings dare he aspire?
What the hand dare sieze the fire?
And what shoulder, & what art.
Could twist the sinews of thy heart?
And when thy heart began to beat,
What dread hand? & what dread feet?
What the hammer? what the chain?
In what furnace was thy brain?
What the anvil? what dread grasp
Dare its deadly terrors clasp?
When the stars threw down their spears,
And watered heaven with their tears,
Did he smile his work to see?
Did he who made the Lamb make thee?
Tyger! Tyger! burning bright
In the forests of the night,
What immortal hand or eye
Dare frame thy fearful symmetry?
1794
2.4.11
20.3.11
5.3.11
meetings and farewells
Send me some news from the world abroad
Tell me who is going to stay
Hug me and hold me tight
I'm arriving
Mande notícias do mundo de lá
Diz quem fica
Me dê um abraço, venha me apertar
Tô chegando
What I like is to depart
Without having any plans
Better than this is to return
Whenever I want
Coisa que gosto é poder partir
Sem ter planos
Melhor ainda é poder voltar
Quando quero
Everyday is a back-and-forth
Life repeats on the train station
Some people arrive and stay
Some people departs and never again
Some people come and want to go back
Some poeple go and want to stay
Some people just stand and stare
Some poeple are smiling, some are crying
And so, to come and go
They are just two sides
of the same journey
The train that arrives
is the same train that departes
The hour of the meeting
is also farewell
The platform of this train station
is also life on this place of mine
is life on this place of mine
is the life
Todos os dias é um vai-e-vem
A vida se repete na estação
Tem gente que chega pra ficar
Tem gente que vai pra nunca mais
Tem gente que vem e quer voltar
Tem gente que vai e quer ficar
Tem gente que veio só olhar
Tem gente a sorrir e a chorar
E assim, chegar e partir
São só dois lados
Da mesma viagem
O trem que chega
É o mesmo trem da partida
A hora do encontro
É também de despedida
A plataforma dessa estação
É a vida desse meu lugar
É a vida desse meu lugar
É a vida
8.2.11
26.12.10
eunãoexistosemvocê
eu sei e você sabe, já que a vida quis assim
que nada neste mundo levará você de mim
eu sei e você sabe que a distância não existe
que todo grande amor só é bem grande se for triste
por isso, meu amigo, não tenha medo de sofrer
que todos os caminhos me encaminham pra você.
assim como viver sem ter amor não é viver.
meu maior pedido nesse Natal é que isso seja pelo menos um pouquinho verdade.
9.12.10
penélope
pai, mãe, eu vou partir
tem um circo em frente à casa
lá fora o sol é radiante, o meu vestido esvoaçante
tem um corte
um grande beijo
um abraço forte
eu vejo o sol pela janela.
5.12.10
champs-élysées
If you ever change your mind
About leavin', leavin' me behind
oh, bring your sweet lovin'
bring it on home to me
3.11.10
do meio ambiente
Art. 225. Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao poder público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações.
7.10.10
bananafish
just 'cause some cute girl likes the same bizarre crap you do, it doesn't make her soul mate.
30.9.10
meucoraçãonãosesatisfazcomsonhos,entende?
texto escrito por Mariana Maielo e que, de algum jeito, fala mais sobre mim do que eu jamais seria capaz de dizer
16.9.10
11.9.10
22.6.10
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